"Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos. As distinções sociais não podem ser fundamentadas senão sobre a utilidade comum." Assim a Assembléia Nacional da França proclamava, em 26 de agosto de 1789, o primeiro artigo da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
Em 1789, eclodiu a revolução que acabou com o poder da nobreza e da monarquia absoluta francesa, representada por Luís XVI. Durante dez anos (1789-1799), os cidadãos franceses tentaram consolidar um novo regime político baseado nos princípios do Iluminismo: tolerância, respeito aos direitos individuais perante o Estado, igualdade diante da lei e participação na vida pública. É importante frisar que o processo revolucionário não partiu de um grupo específico com um plano bem definido. Não foi um golpe de Estado propriamente dito.
Inicialmente, a burguesia tinha como objetivo transformar a França em uma monarquia constitucional parlamentar, como a Inglaterra. Não se falava de república ou da morte do rei. Não interessava à burguesia uma revolução de caráter popular.
Conforme a situação política se agravou, diversos grupos se alternaram no poder e a revolução foi sendo modificada, radicalizada ou acalmada de acordo com os interesses em discussão.
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